ATIVIDADE DE ASSESSORIA – DIÁLOGO DE SABERES, VISANDO À RETOMADA DO PROCESSO DE CONSTRUÇÃO DO ESPAÇO DO CIDADÃO

 

Apenas quando somos instruídos pela realidade,

é que podemos mudá-la ”. (Bertold Brecht, 1930)


Armando Peres Quintas Neto

Brenno Calado Vieira de Melo Nascimento

Cláudio Jorge Moura de Castilho

Diana Carolina Gómez Bautista

Dóris Jamylla Siqueira Lopes Campos

Gabriel Augusto Coêlho de Santana

Ítalo César de Moura Soeiro

Manuela Maria Pereira do Nascimento

Mayara Silva da Rocha

Milena Barros Gomes

Rogério Luiz Souto Cavalcanti


O grupo de pesquisa Movimentos Sociais e Espaço Urbano (MSEU), coordenado pelo Prof. Dr. Cláudio Jorge Moura de Castilho vem realizando atividades de comunicação, sob princípios teórico-metodológicos fundamentados na Filosofia da Praxis, junto a escolas públicas e privadas que se localizam em territórios da Região Metropolitana do Recife (RMR).

Tais atividades fazem parte, portanto do projeto de comunicação intitulado “ATIVIDADE DE ASSESSORIA – DIÁLOGO DE SABERES, VISANDO À RETOMADA DO PROCESSO DE CONSTRUÇÃO DO ESPAÇO DO CIDADÃO” elaborado pelo MSEU, segundo pressupostos teórico-metodológicos, principalmente, de Antonio Gramsci, Paulo Freire, Edgar Morin, Rubem Alves e Milton Santos dentre outros pensadores com os quais o próprio grupo de pesquisa vem dialogando.

O projeto já foi desenvolvido junto ao Programa Pré-Acadêmico Vestibular Solidário:

  • no Centro de Educação da Universidade Federal de Pernambuco, Recife/PE:
  • no Colégio Fazer Crescer, Recife-PE:  

na Escola Estadual Missionário São Bento, Recife-PE:

  • no Colégio e Curso Pontual, Cabo de Santo Agostinho-PE:

Do ponto de vista metodológico, as atividades vêm sendo desenvolvidas em salas de aula onde os alunos se acham em fase preparatória para ingressarem na Universidade. Inicialmente, com base na maiêutica socrática, são apresentadas aos estudantes imagens que representam a natureza do processo de globalização, os impactos deste processo na cidade e no campo, e as diversas tentativas de reação da sociedade frente aos problemas engendrados pela globalização perversa, visando estimulá-los a pensarem, por eles mesmos, em estratégias de mudança socioterritorial.

Partindo da ideia básica de que as práticas sociais acontecem de maneira cada vez mais difusa no espaço, uma vez que a dinâmica do acontecer histórico social acha-se descentralizada, reconhecemos que a Universidade deve acompanhar esta tendência, ultrapassando suas fronteiras acadêmicas a fim de reaproximar-se dos diversos territórios vividos historicamente construídos pelo nosso povo.

Em fazendo assim, a Universidade consegue resgatar sua verdadeira função na sociedade, sobretudo no atual contexto histórico-político em que, no Brasil, setores das classes hegemônicas locais têm defendido a ideia de “escolas sem partido” e, por sua vez, de “sociedade sem política” e tudo o que, como corolário, vem ameaçando a consolidação do processo democrático ainda tão recente e frágil no nosso país.

Ademais, o escopo maior do nosso trabalho consiste em penetrar cada vez mais nos territórios – considerando suas dimensões, ao mesmo tempo, tecnosférica e psicosférica no âmbito de uma totalidade complexa em permanente processo de movimento em algum sentido – das pessoas que sempre estiveram alijadas dos benefícios inerentes ao processo de formação territorial no Brasil. E isso, combatendo a consolidação da produção de espaços alienados pela lógica técnica instrumental capitalista neoliberal.

Diante do exposto, o MSEU busca ainda, sem dirigismos, incentivar a concretização de uma praxis voltada à recuperação dos caminhos visando ao desenvolvimento territorial, através da execução de atividades pedagógicas dialógico-libertadoras. Mas, ao mesmo tempo, não negligenciando o conjunto das adversidades inerentes ao modelo de desenvolvimento histórico-geográfico desigual que, de uma certa feita, dificulta o trabalho coletivo voltado ao processo de mudança social.